Os episódios de violência doméstica seguem preocupando moradores de Patos de Minas. Após o caso recente envolvendo uma gestante agredida pelo companheiro, uma nova ocorrência foi registrada nesta semana. Desta vez, uma mulher relatou ter sido atacada dentro do próprio apartamento poucas horas depois de receber alta hospitalar, após passar por uma cirurgia para retirada de pedras nos rins.
Conforme informações da Polícia Militar, a vítima vive há cerca de quatro meses com um homem de 44 anos, que não possui ocupação formal e faz uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes. Na segunda-feira (02), ela retornou para casa após o procedimento cirúrgico realizado no dia anterior.
Segundo o depoimento, o companheiro saiu com a justificativa de comprar os medicamentos prescritos, mas voltou alcoolizado, sem os remédios e com drogas para consumo próprio. Em seguida, teria se deitado sobre a mulher e tentado obrigá-la a manter relação sexual, mesmo após ela explicar que estava em recuperação médica.
Diante da recusa, o homem teria se exaltado e iniciado as agressões, desferindo tapas e empurrões. A vítima ainda tentou acionar a Polícia Militar, porém o agressor tomou o celular e encerrou a ligação. Quando a equipe policial chegou ao endereço, ele já havia fugido.
O formulário de avaliação de risco apontou um histórico de violência contínua. A mulher informou que já sofreu agressões anteriores, incluindo socos, chutes e empurrões, além de ter sido forçada a manter relações sexuais contra sua vontade. Ela também relatou perseguições, controle excessivo e crises de ciúmes por parte do companheiro.
Ainda conforme a vítima, os episódios vêm se tornando mais constantes e graves, e ela já havia registrado outra ocorrência contra o agressor, além de ter tentado encerrar o relacionamento recentemente. O suspeito, segundo ela, é usuário frequente de drogas.
A Polícia Militar realizou rastreamentos na tentativa de localizar o homem, mas ele não foi encontrado. A mulher foi orientada a procurar a Delegacia de Polícia Civil para formalizar o registro e solicitar medidas protetivas. A PM reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados pelo telefone 190 ou diretamente na Delegacia da Mulher.
